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terça-feira, 18 de março de 2014

Campanha contra o consumo excessivo de sal


O Boletim do Centro Colaborador em Vigilância Sanitária da FIOCUZ do dia 14/03/14 divulgou a semana da Consciência sobre o Sal, que aconteceu de 10 a 15/3, entidades de várias partes do mundo chamaram atenção para o consumo excessivo do sal. A campanha, que faz parte do grupo Wash (Ação Global sobre Sal e Saúde, em português), volta-se, este ano, para a melhoraria da rotulagem nutricional.
 O consumo excessivo de sódio causa sérios riscos à saúde. Por isso, a campanha tem também o finalidade de instruir os consumidores a optarem por alimentos com menos sal e mostrar que a maior parte do sal que consumimos já está presente nos alimentos que compramos. Um adulto deve consumir, no máximo, 2 g de sódio, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). É bom,  alerta a ação, ficar de olho sempre nas informações das embalagens dos alimentos industrializados.
No Brasil, um das instituições que abraçam a campanha é o Instituto de Defesa do Cinsumidor (IDEC). Segundo a   pesquisadora e nutricionista do instituto, Ana Paula Bortoletto, a iniciativa é necessária porque é preciso combater o avanço das doenças crônicas em todas as frentes possíveis. O sal em excesso é uma delas. “O consumo excessivo de sal é um dos fatores de risco possíveis de ser modificado com mudança de hábitos alimentares da população e com a diminuição efetiva do teor de sódio dos produtos alimentícios. Saber mais sobre os alimentos que comemos e exigir produtos mais saudáveis são passos importantes para que essa mudança aconteça”, afirma a pesquisadora.

Consumo de sódio no Brasil
O sódio está presente no sal  de cozinha e é um dos principais responsáveis por problemas renais, hipertensão e doenças cardiovasculares, que matam, em média, 315 mil pessoas todos os anos no país. Segundo a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), os acordos assinados desde 2011 entre governo e fabricantes que preveem uma redução na quantidade do mineral, ainda são muito tímidos. “Assim, não se espera, em médio prazo, um resultado impactante na saúde pública. As metas acertadas entre governo e indústria estão acima da média do que já é praticado pelo mercado e não trazem resultados representativos para a saúde do consumidor”, diz nota divulgada pela organização. Só pra se ter uma ideia, destaca a entidade, “o acordo com a indústria foi para a redução do sódio em 16 categorias de alimentos, incluindo macarrões instantâneos, pães de forma e bisnaguinhas. Mas o  macarrão instantâneo ainda é um dos alimentos que apresentam elevados teores de sódio”.
Ainda de acordo com a texto do Proteste, os brasileiros cometem excessos à mesa, abusando do sal, mas os fabricantes também têm sua parcela de culpa ao continuar produzindo alguns alimentos com altos teores de sódio.
Na lista dos alimentos que englobam o acordo de 2011, estão requeijão cremoso, sopa instantânea, sopa pronta para consumo e cozimento, queijo mozarela, empanados, hambúrguer, presunto embutido, linguiça frescal, linguiça cozida à temperatura ambiente e mantida sob refrigeração, salsicha e mortadela mantida sob temperatura ambiente e refrigeração.
Na análise de 154 alimentos industrializados para mostrar os teores de sódio que apresentam, os resultados de 2011 surpreenderam. Os produtos foram divididos em 26 categorias de alimentos, como azeitona, pão de forma, ketchup, manteiga, salsicha e milho em conserva.
Como identificar se um alimento é rico em sódio?
No Brasil, é obrigatória a declaração do teor de sódio em  todos os alimentos embalados. Essa informação aparece na tabela nutricional, em miligramas por porção de alimento e com a porcentagem que o consumo dessa porção de produto equivale ao valor diário recomendado. Segundo o Ministério da Saúde, se a quantidade de sódio for superior a 400 mg, em 100 g do alimento, este é considerado um alimento rico em sódio, sendo prejudicial à saúde e, portanto, devendo ser evitado.
Outra maneira de identificar se o alimento possui muito sódio, é olhando a lista de ingredientes, que indica qual a composição do produto alimentício. Eles são listados na ordem decrescente de concentração, ou seja, se um ingrediente aparece como primeiro da lista, significa que maior parte do produto é composta por ele.
Confira na imagem abaixo como ler a tabela nutricional dos alimentos:
Diferença entre Sal e Sódio
O sal que compramos no mercado para cozinhar chama-se cloreto de sódio, ou seja, é a combinação de dois elementos químicos. O Sal é importante para a conservação dos alimentos. Sua composição é de quase 40% de sódio para 60%, aproximadamente de cloro.
 O sódio, objeto dessa campanha, é diferente do sal de cozinha (Cloreto de Sódio). É um mineral puro utilizado na indústria alimentícia (em excesso!) para dar sabor e também conservar os alimentos industrializados.
Ou seja, para controlar o sódio na alimentação não basta reduzir o consumo de sal de cozinha, mas também observar nos rótulos o quanto de sódio aquele alimento possui. Devido ao consumo excessivo de sódio na população brasileira, o Ministério da Saúde assinou acordos voluntários com a indústria para redução desse nutriente nos alimentos industrializados.

Em 2013, a Anvisa fez uma pesquisa sobre o teor de sódio nos alimentos processados, confira o resultado aqui
Dicas para reduzir o consumo de sódio
 - Saiba quais alimentos são ricos em sódio e tente trocar estes por alternativas mais saudáveis. Alimentos ricos em sódio incluem: 
 a) carnes e peixes processados como presunto, bacon, salame, linguiça, patê, peixe defumado;
b) refeições prontas ou “snacks” como pizza, pastéis, hamburguers e outros lanches prontos, sopas em lata ou pacote;
c) salgadinhos como batatas fritas, pipoca salgada;
d)  temperos e molhos prontos;
 - Procure por versões dos alimentos com menos sal e "sem adição de sal", quando for comprar, por exemplo, vegetais enlatados e conservas;
 - Compare a quantidade de sódio nos alimentos, observando as informações nutricionais no verso das embalagens. Opte sempre por escolher aquele que possui menos sódio;
 - Evite usar temperos prontos e caldos concentrados, eles são ricos em sódio, glutamato monossódico entre outros;
 -Utilize ervas desidratadas, temperos naturais, pimenta e sucos de frutas para temperar os alimentos;
 - Evite também o uso de gordura animal como o bacon, toucinho, entre outros;
 - Não utilize saleiro à mesa;
 - Não acrescente sal no alimento depois de pronto.
                   - Com informações do IDEC e PROTESTE-
Fonte: Boletim do CECOVISA -  http://www6.ensp.fiocruz.br/visa/?q=node/6051

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